segunda-feira, 8 de maio de 2017

Socialismo é barbárie: notas sobre o seu fracasso ideológico.

Poucos podem dizer, hoje em dia, que o socialismo tenha dado certo. Na verdade, a história, aquela que Fidel Castro, e mais recentemente, Luís Inácio Lula da Silva, invocaram como a franca juíza de seus actos, não pode dizê-los inocentes por defenderem esta bandeira. O socialismo, apesar de sua suposta capa ideológica superior, não passa de um fracasso económico e político e de uma ditadura completa no campo cultural e moral. O que há em solo socialistas é a completa ilusão de um mundo igual por decreto, no qual pessoas poderiam ser "niveladas" em um grupo só, e aqui digamos que só possam ser niveladas por baixo e da pior forma possível. Jogam fora a linha de raciocínio aristotélica de que apenas iguais possam ser tratados de forma igual e desiguais na medida de suas desigualdades assim tratados. E abundam cenários nos quais só destacam-se os preconceitos e imposturas socialistas e não algo que tenham feito de positivo. 

O que há na Venezuela não é democracia, mas a destruição de um país. A perseguição de opositores e o assassínio de manifestantes. A falta de produtos de higiene e comida à mesa das pessoas. Segundo a lógica da publicidade socialista, da luta contra o "capital", tão aludido por todos partidos alinhados aqui, não deveria haver pobres e miseráveis. O senhor Lula vocifera que ninguém fez tantos pelos pobres no Brasil quanto seu governo. Mas estes pobres continuam pobres ou até ficaram mais miseráveis. O que houver, então? O que houve foi que o dinheiro público financiou (como financia mundo afora) os amigos de luta e os chamados "movimentos sociais", que tornaram-se verdadeiras máquinas de produção de bens e poder. Famílias inteiras empregadas em sindicatos. Sindicatos e seus chefes gozando de grande, imensa, infinita riqueza, desmistificando a absoluta falta de realidade do discurso socialista. É imperioso que se diga: Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, dentre tantos, apenas espelham o longo e tinhoso inverno que o socialismo produz. Envenena com barbárie de mortes de toda a espécie. O confronto inútil e a distorção consciente da história para encobrir os seus erros daninhos. 

Certamente a máxima de que "socialismo ou barbárie" pode ser livremente permeada pelo "socialismo é barbárie". Se havia em Rússia czarista uma centena, grande grupo, de "almas mortas", o que dizer do que viu-se com a União Soviética? Que exemplo teríamos de um episódio clássico da história militar no qual Leningrado foi sitiada de 8 de Setembro de 1941 até 27 de Janeiro de 1944, diante da falada força do exército soviético, até que uma cidade quase inteira perecesse à míngua e com graves sintomas de abandono por parte de sua liderança, no caso, o Senhor Estaline, de cuja lembrança nefasta pouco ainda não foi dito. 

Assim a história do socialismo, por longos dias, desde a escrita de suas arestas por Marx e Engels, tornou-se a história da barbárie. Pouco mudou hoje. O que tem de novo daqueles tempos mais bárbaros é justamente o acrescento de uma lógica de socialismo/marxismo cultural, cuidadosamente investido e cultivado por escolas de pensamento como a Escola de Frankfurt, a Escola de Budapeste, Gramsci e outros pensadores, de diversas áreas. Mas jaz ao centro a mesma matriz de cariz ideológico determinado. O movimento de destruição dos pilares ocidentais não é à toa, mas necessário, para já, para que esta mentalidade primitiva e retrógrada assuma posto de poder. Isto incorre em uma grande divisão. O que quer a social democracia é justamente apagar este rasto de sangue e de violência de seus "vizinhos" e por isto são tão odiados, mesmo entre seus companheiros de sala. Vale ressaltar algum destaque a poucas e raras excepções pensantes, mas de um modo geral, e sem sombra de dúvidas, nestes meandros estão soldados de uma guerra única desde os primórdios que está ressaltada na falsa disjunção - ou diria na disjunção inclusiva - de socialismo ou barbárie. Se tens um fatalmente terás o outro, sem escolha de um dos chifres. Então a figura é esta e cabe a nós saber divisá-la sem a máscara oportuna das boas intenções, para vê-la, assim como diz Nelson Rodrigues, assim "como ela é". 



Eustáquio Silva. 

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